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“Eu tenho ânimo, força e coragem suficientes para enfrentar essa injustiça”, disse presidente
18/04/2016 20:22 em Brasil
 

 

Foto: Reprodução/NBR

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Henrique Brinco

A presidente Dilma Rousseff (PT) fez um desabafo após a aprovação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, neste domingo (18). A petista, que está visivelmente abatida, afirmou que se sente “injustiçada” e que o possível  impedimento é uma “violência contra a democracia”. Ela disse que sai da votação com “indignação”.

“Me sinto injustiçada por não permitirem que eu tenha governado num clima de estabilidade política”, discursou a presidente para os jornalistas em coletiva de imprensa convocada na tarde desta segunda-feira (18). “Se é possível condenar um presidente sem culpabilidade, o que é possível fazer contra um cidadão comum?”, questionou.

Foto: Reprodução/NBR

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“Enfrentei com convicção a ditadura e, agora, enfrento com convicção o golpe. […] Enfrento um golpe de estado com aparência de legal”, continuou. Ela disse que o governo que possivelmente  virá com seu impedimento será “empírico” e “ilegítimo”. “A sociedade humana não tolera traidores”, disparou, claramente alfinetando o vice-presidente, Michel Temer, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Eu tenho ânimo, força e coragem suficientes para enfrentar essa injustiça […] Não vão matar minha esperança e sei que a democracia é sempre o lado certo na história”, afirmou a presidente, que ainda disse que a “luta não está no fim”.

“Nós estamos no início da luta. Ela será muito longa e demorada, ela não é simples e exclusivamente uma luta que envolve o meu mandato. Não é por mim, mas é pelos 54 milhões de votos que eu tive. É uma luta também de todos os brasileiros. Uma luta pela democracia. Sem ela não há e não haverá crescimento econômico”, bradou.

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